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13/04/2009 - Neovia espera concluir processo de capitalização nos próximos meses
Crise econômica mudou o perfil dos investidores interessados, com prevalência dos fundos de menor porte.
A crise econômica não interrompeu a busca por novos investidores empreendida pela Neovia há mais de um ano. Mas o perfil dos grupos interessados em investir na empresa brasileira mudou. O presidente da companhia, Alexandre Costa e Silva, reconhece que não há mais a expectativa de entrada de um grande investidor. “Hoje, quem tem dinheiro não quer colocar em um único negócio. Os investidores preferem dividir os recursos entre vários negócios menores”, disse ele. Com isso, a Neovia negocia a entrada de vários investidores de menor porte e busca um modelo para acomodar os novos sócios. “Ainda estamos estudando. Pode ser que todo mundo invista junto, ou segregamos por áreas”, informa Costa e Silva.
A Neovia, dona de uma licença em 3,5 GHz para o Estado de São Paulo, iniciou o processo de busca por capitalização no ano passado, mas viu os planos mudarem com a crise econômica, em outubro. Costa e Silva não confirma o tamanho do aporte que a empresa está buscando. Antes da crise falava-se em US$ 200 milhões, a serem usados na implementação de uma rede de WiMAX móvel no Estado de São Paulo.
Apesar de já deter as freqüências, a Neovia aguarda o leilão das faixas de 3,5 GHz para ampliar a quantidade de espectro no Estado e espera concluir a capitalização antes da licitação. Novas licenças também permitirão à empresa alcançar outras regiões. A ida para o padrão móvel deve abrir novos mercados para a empresa, inclusive com a expansão no mercado residencial, para o qual o esforço de vendas não é muito grande atualmente. Tanto é assim que o conjunto de clientes corporativos hoje já é maior do que o residencial, ao contrário de dois anos atrás.
Enquanto não amplia a oferta no residencial, a Neovia tem alguns mercados alvos. Um deles é a ampliação dos negócios de carrier to carrier. A empresa já atua no segmento, mas quer expandir, chegando inclusive às incubemts, que hoje não fazem parte da carteira da Neovia. O segmento de educação também merece atenção especial da Neovia, de olho no crescimento da teleeducação e da formação de grandes conglomerados de ensino que necessitam de conectividade.
Por: Marineide Marques
Fonte: Telecom Online
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